Formada em 2008 na cidade de São Paulo (SP), a banda Hellgard traz a tona seu heavy metal tradicional influenciado por ícones como Saxon, Judas Priest, Warlock e Iron Maiden, apesar da recente formação, algumas integrantes são remanescentes da banda MOONSTAR (2005), banda esta, que serviu de alicerce para a formação do HELLGARD, atualmente formada por Adriane Marangoni (Vocal), Renata Petrelli (Guitarra e backing vocals), Thais Craveiro (Guitarra), Fernanda B. Lira (Baixo e backing vocals) e Juliana Ferreira (Bateria), a banda disponibilizou a demo "Rise of a kingdom" este ano (audição disponível
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1) Subterrâneo Webzine - Inicialmente gostaria de agradecer a vocês por conversar com o nosso zine, falem-nos um pouco sobre a trajetória da banda, de seu início até o momento.
Adriane: Olá pessoal, nós que agradecemos pela oportunidade!
Bem, a Hellgard ainda é um bebê, tem poucos meses (risos). No entanto, a verdade é que antes dessa banda ser formada, a Renata (guitarrista), a Fernanda (baixista) e eu já tocávamos juntas em outra banda chamada Moonstar, na qual o foco eram os covers. Nós três não nos sentíamos confortáveis com isso, pois percebíamos que tínhamos o potencial para compor nossos próprios sons. Ainda na Moonstar alguns sons foram tomando forma, mas o lance só foi engrenar mesmo quando resolvemos mudar o nome da banda de Moonstar para Hellgard e entramos em contato com outras mulheres instrumentistas que tinham os mesmos objetivos
2) O que motivou vocês formar uma banda de heavy metal tradicional?
Thais: Todas as integrantes da banda curtem essa vertente do Metal, apesar de haver também outras vertentes que agradam bastante a cada uma das integrantes
Adriane: Já eu sempre trabalhei minha voz para que ela se adequasse ao Metal Tradicional e na verdade acho que isso somou muitos pontos na hora de decidirmos qual o estilo ia prevalecer em nossas composições.
3) A faixa “the warrior” tem algumas influências de bandas da NWOBHM, o que considero um ponto positivo, pois é uma excelente referência, além do que, haviam bandas fantásticas naquele movimento, algumas ainda em atividade, sendo o HELLGARD um representante do heavy metal tradicional é natural que estas influências façam parte da sonoridade que vocês desenvolvem, o que vocês acham da NWOBHM?
Adriane e Thais: É claro que para nós, como para qualquer outra banda de Metal, a NWOBHM deixou suas marcas. De fato nós gostaríamos muito de ter vivido naquela época e naquele local, porque tudo era bem mais fácil: as bandas estavam na hora certa e no lugar certo. Era tudo novo e chamava muito a atenção. Hoje em dia muitas das bandas podem ser consideradas repetitivas, sem nada “de especial”, mas ao mesmo tempo se resolvemos inovar muito o som simplesmente deixa de ser Metal Tradicional e passa a ser New Metal ou coisa semelhante, o que desagrada a muitos fãs... Ou seja, se torna realmente uma situação complicada para as novas bandas, pois elas têm de conseguir ser diferente e deixar sua marca ao mesmo tempo em que as características marcantes do estilo devem manter-se presentes em sua música.
Fernanda: Eu fico honrada em saber que nossa música pôde ser comparada às dos gênios da NWOBHM Fui inserida ao ‘meio metálico’ com bandas dessa época, e portanto minhas influências musicais são um reflexo de tal. Procuro sempre colocar algo que faça as pessoas remeterem à tal vertente nos nossos sons, e fico feliz em saber que as pessoas reconheçam!
4) como vocês analisam a demo “Rise of a Kingdom” (em especial o direcionamento das composições)? vocês poderiam comentar as músicas contidas neste trabalho?
Adriane: A “The Warrior” foi a primeira composição nossa, sendo que a letra foi redigida por mim... Quis retratar a figura feminina em uma guerreira, e é claro que as pessoas podem entender o sentido da letra muito além do que está explícito. Uma mulher pode ser uma guerreira em um campo de batalha, mas também na luta do dia-a-dia: ao criar os filhos, cuidar da casa e ao mesmo tempo ter que trabalhar fora, conviver ainda com salários mais baixos e com alguns preconceitos. Apesar de haver rumores que a letra é feminista deixo claro que não é, pois para mim, tanto a mulher quanto o homem são importantes da mesma forma... Existem sim algumas diferenças entre os gêneros e isso é importantíssimo para que eles se complementem... Afinal de contas o que seríamos de nós mulheres sem vocês homens (risos). A “If I Knew” é uma balada que teve a letra feita pela Renata. Já a “Blinded by faith” (outro som que teve a letra redigida pela Renata) é um som mais trabalhado, tem um solo de baixo da Fernanda nessa música, por exemplo. A Blinded foi o som que mais demorou para sair redondo nos ensaios, e em grande parte deveu-se ao fato do tempo ser todo quebrado, não é como na The Warrior que é tudo “reto”.

5) como está a repercussão da demo?
Adriane: As pessoas que têm ouvido a demo no myspace da banda têm elogiado bastante, e percebemos que chama bastante a atenção do fato da banda ser composta apenas por mulheres. As composições têm sido elogiadas como um todo, mas a “The Warrior” tem tido uma maior aceitação do público; acredito que isso ocorra devido ao fato dessa música ter um refrão bem marcante, assim como o riff inicial.
6) Como é a receptividade à banda nos shows?
Adriane: Como disse anteriormente a Hellgard ainda é uma banda bastante recente, então o que acontece é que tivemos que recusar a proposta de muitos shows por não termos set-list com um tempo adequado, e também não nos agradava a idéia de simplesmente enfiar um monte de cover no repertório para “encher lingüiça”. O único show que realizamos até agora foi em um festival em Santos – SP, na qual a premiação era justamente uma gravação em estúdio profissional (tudo o que queríamos...). Nesse festival tivemos que tocar apenas um som próprio e um cover e o público, apesar de pertencer a diferentes estilos, mostrou uma boa receptividade à banda.
7) Qual o ponto alto na trajetória do HELLGARD até então?
Adriane: Acredito que a participação no festival de Santos foi de grande valia para nós, pois apesar de não termos ganhado o prêmio como melhor banda, a Juliana e Eu recebemos dos jurados a premiação para melhor baterista e melhor vocalista do festival, respectivamente. Isso nos deixou bastante felizes, afinal de contas reconhecimento é sempre bem vindo (risos).
8) Nos sempre perguntamos sobre as cenas locais onde cada banda está inserida, vocês gostariam de destacar algo de sua cena local ?
Adriane: A cena underground
9) Muitas vocalistas hoje seguem o estilo de bandas mais recentes (Nightwish, After Forever, Epica, etc) e é cada vez mais raro ouvir uma voz feminina que busque referencias como Leather ou Doro Pesch (por exemplo), como você vê este aspecto Adriane?
Adriane: Isso se deve ao fato de muitas das vocalistas atuais que se arriscam a cantar em banda de Metal terem um total desconhecimento das mulheres que fizeram a diferença na cena... Funciona da seguinte forma: Em cada esquina tem um fã de Nightwish desfilando com a camiseta da banda a mostra, clipes do Nightwish passam na MTV, e você pode encontrar um álbum dessa banda em qualquer lojinha de CD de bairro... Agora pense em uma das vocalistas que você mesmo citou, a Doro Pesch: ela tem pouquíssimos CDs lançados no Brasil, e é quase impossível encontrar esses álbuns em lojas que não sejam especializadas
10)Quais os planos para o futuro da banda?
Adriane: Estamos com muitas composições engatilhadas, mas pretendemos inicialmente regravarmos os 3 sons da demo, pois aquela gravação que atualmente está disponível em nosso myspace ( www.myspace.com/hellgardheavymetal
11)O espaço é de vocês para suas considerações finais...
Adriane: Bandas de Metal no Brasil passam por um caminho árduo e sofrido e é difícil encontrar pessoas que realmente dêem valor ao nosso trabalho. Ficamos felizes que tenham aberto esse espaço para a divulgação da Hellgard, pois realmente nós, como todas as outras bandas de Metal do Brasil precisam muito desse apóio. Obrigada!
Renata: bom, eu acredito impetuosamente que temos o que agregar à cena; espero que todo mundo que está acompanhando nossa jornada (e os futuros que a acompanhem) gostem, porque realmente fazemos isso por amor à música! Tocar é a melhor diversão que existe!!!
Thais: "Todas nós agradacemos a oportunidade que o zine nos deu para divulgar um pouco da história e do som da banda, e como a Renata mesmo disse, fazemos isso por amor à música, e também valorizamos muito a cena brasileira, que tem muito potencial pra ser mostrado ainda!
Fernanda: Agradeço também pela entrevista, que foi repleta de perguntas ótimas! É sempre bom saber que existem pessoas e mídia aberta às bandas underground. Assim que nossa banda avançar, esperamos concedê-los novas entrevistas e resenhas dos nossos álbuns e também shows!
contato: hellgardmetal@yahoo.com.br
myspace: www.myspace.com/hellgardheavymetal

2 comentários:
Olá galera...
Escrevo apenas para avisar que a grafia do nome da banda foi alterada de "Hellgard" para "Helgardh". Sendo assim o myspace também mudou de endereço... fiquem a vontade para visitar:
www.myspace.com/helgardhheavymetal
Obrigada!
Saudações de toda a Banda Helgardh!
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