A Alkymenia é um banda de Thrash Metal, formada em 2003 na cidade de Caruaru (PE), e desde a sua fundação vem fazendo diversos shows pelo circuito do nordeste brasileiro, se apresentando ao lado de grandes bandas nacionais, notoriamente esse empenho da banda vem conquistando enorme respeito e credibilidade junto ao público e mídia especializada; tendo em sua formação atual Anderson Chino (vocal), Sandro Silva (guitarra), Lalo (baixo) e Dennis Kreimer (bateria) a banda está em fase de divulgação do EP “They Don’t Deserve Respect”, conversamos com Sandro Silva sobre este assunto e alguns outros tópicos, inclusive sobre a participação na Coletânea “TERRA BATIDA”. Acompanhe!
1) Subterrâneo Webzine - Contem-nos um pouco sobre a trajetória da banda de sua formação até os dias atuais?
Sandro Silva - O Alkymenia é uma banda de Thrash Metal formada em 2003 com o intuito de executar um trabalho maduro, enérgico e pesado! Ultimamente, acabamos de gravar duas músicas inéditas para uma coletânea chamada “Terra Batida”, essa coletânea é um projeto muito legal que o pessoal ta desenvolvendo, e vai ter várias bandas de Pernambuco.
2)O que vocês consideram como um ponto forte da sonoridade da Alkymenia?
Sandro - Por sermos três irmãos, os gostos, influências e entrosamento nas músicas e no trabalho tudo soa muito bem, isso é um ponto positivo na sonoridade e na banda como um todo.
3) Recentemente vocês fizeram vários shows aqui no nordeste com o NervoChaos, contem-nos sobre estes shows, as cidades por onde passaram, e o que foi na opinião de vocês o ponto alto dessa oportunidade?
Sandro - ano passado recebemos um convite do Tour Manager do Nervochaos pra sermos banda de apoio em alguns shows da Tour da banda, as datas seriam: 01/05/08 - Paulo Afonso / BA, 02/05/08 – Caruaru / PE, 03/05/08 – Recife / PE, 04/05/08 – Natal / RN e etc... essa Mine-Tour foi muito legal e de extremo valor pro Alkymenia pois tivemos a oportunidade de mostrar nosso som pra outras cidades que ainda não conheciam...fizemos vários amigos e contatos.. foi muito gratificante pra gente.
4) É notório que o thrash metal sempre teve e terá um público fiel . Como é a receptividade à banda nos shows?
Sandro - Verdade, nos shows sempre tivemos uma certa aceitação, o pessoal realmente vai aos shows do Alkymenia e isso pra gente é muito gratificante por a cena ta meia carente mais sempre tem os verdadeiros Head Bangers que batem cabeça, fazem mosh, cantam as músicas... somos bastante agradecidos .
5) Há algum show que vocês guardam como um marco na trajetória da banda?
Sandro - Ahh... sempre tem alguma coisa em todos os shows que guardamos na memória...mas um show para a gente que foi realmente um marco, foi um show que aconteceu aqui em Caruaru que sem lançar o CD, o pessoal já tava cantando a música que só tinha saído no Myspace, isso deixou a banda com sangue nos olhos na hora do show.
6) Vocês recentemente disponibilizaram o trabalho “they don’t deserve respect ”, falem-nos um pouco sobre este lançamento.
Sandro – Então, o They don’t deserve Respect foi na verdade a estréia de Anderson Chino na banda, e ele se deu muito bem na produção do EP, que foi gravado no Martins Studio em Caruaru - PE, e a parte de arte gráfica ficou por conta de Carlos Barbosa.
7) gostaria que vocês comentassem (faixa a faixa) o cd “they don’t deserve respect ”...
Sandro - O Cd abre com uma Intro feita por mim na guitarra, e segue com a faixa / Shame que fala sobre o sentimento de vergonha... esconder a verdade... ocultar o motivo... / Sick Society é sobre o sistema em que vivemos... mulheres e crianças morrem em guerras civis... drogas e violência... As autoridades que não estão nem aí pra o que acontece... o governo não se importa... / Hate perder o controle... para alimentar o ódio... todos os seus deuses não existem... tudo é uma treta... tem um tom mais de sentimento de desabafo de butá a raiva pra fora!
8) Como está a divulgação e a resposta à este trabalho?
Sandro - Estamos começando a divulgar agora, e a resposta está sendo bem positiva, várias pessoas estão comentando sobre o CD.
9) Costumeiramente perguntamos sobre as impressões que os músicos tem da cena atual, qual a opinião de vocês a respeito de nossa cena, em especial aqui do nordeste?
Sandro - Puta! a cena nordestina é muito boa, mas tem muito ainda a ser melhorado... olhando por um lado mais crítico e realista... temos ótimas bandas as quais já tivemos o prazer de tocarmos no mesmo palco... o público em geral precisa dar mais valor as bandas brasileiras, vejo neguim por aí ainda pagando pau pros gringos! isso tem que mudar.. a galera tem que ir aos shows, comprar o material das bandas, pagar pelo preço do ingresso e ter no peito o orgulho de vestir nossa camisa! a camisa do metal brasileiro!
10) você gostaria de destacar outras bandas da cena underground?
Sandro - Bandas que eu curto e acho muito boas pro cenário nordestino: Soturnus (João Pessoa-PB), Malefactor (Salvador-BA), Black Diary (Caruaru-PE), StinkFist (Olinda-PE) Insurrection Down (Surubim-PE), Still Living (Garanhuns-PE), Hanagorik (Surubim-PE)... e etc... eu poderia ficar horas aqui citando um monte de bandas... o nosso cenário é muito rico.. e tem ótimas bandas...vale a pena conferir o trampo dessas bandas!
11) Quais os planos para o futuro da banda?
Sandro - Então... aproveitamos todas essas festividades de final de ano para descansar um pouco e colocar as idéias em dia... vocês terão muitas novidades do Alkymenia em breve!
12) Obrigado pela entrevista, o espaço é de vocês para suas considerações finais...
Sandro - Agradecemos pelo espaço, e desde já queremos mandar um grande abraço pra todos os Camisas Pretas que acreditam e apóiam nosso trampo que é de extrema devoção ao metal underground!
Formada em 2008 na cidade de São Paulo (SP), a banda Hellgard traz a tona seu heavy metal tradicional influenciado por ícones como Saxon, Judas Priest, Warlock e Iron Maiden, apesar da recente formação, algumas integrantes são remanescentes da banda MOONSTAR (2005), banda esta, que serviu de alicerce para a formação do HELLGARD, atualmente formada por Adriane Marangoni (Vocal), Renata Petrelli (Guitarra e backing vocals), Thais Craveiro (Guitarra), Fernanda B. Lira (Baixo e backing vocals) e Juliana Ferreira (Bateria), a banda disponibilizou a demo "Rise of a kingdom" este ano (audição disponível em seu MySpace) e está na batalha em busca de seu espaço dentro do vasto campo do metal brasileiro, conversamos com as garotas do HELLGARD sobre esta batalha e alguns outros tópicos. Acompanhe.
1) Subterrâneo Webzine - Inicialmente gostaria de agradecer a vocês por conversar com o nosso zine, falem-nos um pouco sobre a trajetória da banda, de seu início até o momento.
Adriane: Olá pessoal, nós que agradecemos pela oportunidade!
Bem, a Hellgard ainda é um bebê, tem poucos meses (risos). No entanto, a verdade é que antes dessa banda ser formada, a Renata (guitarrista), a Fernanda (baixista) e eu já tocávamos juntas em outra banda chamada Moonstar, na qual o foco eram os covers. Nós três não nos sentíamos confortáveis com isso, pois percebíamos que tínhamos o potencial para compor nossos próprios sons. Ainda na Moonstar alguns sons foram tomando forma, mas o lance só foi engrenar mesmo quando resolvemos mudar o nome da banda de Moonstar para Hellgard e entramos em contato com outras mulheres instrumentistas que tinham os mesmos objetivos em comum. Isso aconteceu em janeiro de 2008.
2) O que motivou vocês formar uma banda de heavy metal tradicional?
Thais: Todas as integrantes da banda curtem essa vertente do Metal, apesar de haver também outras vertentes que agradam bastante a cada uma das integrantes em particular. A Renata, por exemplo, é grande fã de Power Metal e Metal Melódico, a Fernanda e Juliana são fãs de Thrash Metal e eu tenho um caso de amor com o Hard Rock e com o Punk (risos).
Adriane: Já eu sempre trabalhei minha voz para que ela se adequasse ao Metal Tradicional e na verdade acho que isso somou muitos pontos na hora de decidirmos qual o estilo ia prevalecer em nossas composições.
3) A faixa “the warrior” tem algumas influências de bandas da NWOBHM, o que considero um ponto positivo, pois é uma excelente referência, além do que, haviam bandas fantásticas naquele movimento,algumas ainda em atividade, sendo o HELLGARD um representante do heavy metal tradicional é natural que estas influências façam parte da sonoridade que vocês desenvolvem, o que vocês acham da NWOBHM?
Adriane e Thais: É claro que para nós, como para qualquer outra banda de Metal, a NWOBHM deixou suas marcas. De fato nós gostaríamos muito de ter vivido naquela época e naquele local, porque tudo era bem mais fácil: as bandas estavam na hora certa e no lugar certo. Era tudo novo e chamava muito a atenção. Hoje em dia muitas das bandas podem ser consideradas repetitivas, sem nada “de especial”, mas ao mesmo tempo se resolvemos inovar muito o som simplesmente deixa de ser Metal Tradicional e passa a ser New Metal ou coisa semelhante, o que desagrada a muitos fãs... Ou seja, se torna realmente uma situação complicada para as novas bandas, pois elas têm de conseguir ser diferente e deixar sua marca ao mesmo tempo em que as características marcantes do estilo devem manter-se presentes em sua música.
Fernanda: Eu fico honrada em saber que nossa música pôde ser comparada às dos gênios da NWOBHM Fui inserida ao ‘meio metálico’ com bandas dessa época, e portanto minhas influências musicais são um reflexo de tal. Procuro sempre colocar algo que faça as pessoas remeterem à tal vertente nos nossos sons, e fico feliz em saber que as pessoas reconheçam!
4) como vocês analisam a demo “Rise of a Kingdom” (em especial o direcionamento das composições)? vocês poderiam comentar as músicas contidas neste trabalho?
Adriane: A “The Warrior” foi a primeira composição nossa, sendo que a letra foi redigida por mim... Quis retratar a figura feminina em uma guerreira, e é claro que as pessoas podem entender o sentido da letra muito além do que está explícito. Uma mulher pode ser uma guerreira em um campo de batalha, mas também na luta do dia-a-dia: ao criar os filhos, cuidar da casa e ao mesmo tempo ter que trabalhar fora, conviver ainda com salários mais baixos e com alguns preconceitos. Apesar de haver rumores que a letra é feminista deixo claro que não é, pois para mim, tanto a mulher quanto o homem são importantes da mesma forma... Existem sim algumas diferenças entre os gêneros e isso é importantíssimo para que eles se complementem... Afinal de contas o que seríamos de nós mulheres sem vocês homens (risos). A “If I Knew” é uma balada que teve a letra feita pela Renata. Já a “Blinded by faith” (outro som que teve a letra redigida pela Renata) é um som mais trabalhado, tem um solo de baixo da Fernanda nessa música, por exemplo. A Blinded foi o som que mais demorou para sair redondo nos ensaios, e em grande parte deveu-se ao fato do tempo ser todo quebrado, não é como na The Warrior que é tudo “reto”.
5) como está a repercussão da demo?
Adriane: As pessoas que têm ouvido a demo no myspace da banda têm elogiado bastante, e percebemos que chama bastante a atenção do fato da banda ser composta apenas por mulheres. As composições têm sido elogiadas como um todo, mas a “The Warrior” tem tido uma maior aceitação do público; acredito que isso ocorra devido ao fato dessa música ter um refrão bem marcante, assim como o riff inicial.
6) Como é a receptividade à banda nos shows?
Adriane: Como disse anteriormente a Hellgard ainda é uma banda bastante recente, então o que acontece é que tivemos que recusar a proposta de muitos shows por não termos set-list com um tempo adequado, e também não nos agradava a idéia de simplesmente enfiar um monte de cover no repertório para “encher lingüiça”. O único show que realizamos até agora foi em um festival em Santos – SP, na qual a premiação era justamente uma gravação em estúdio profissional (tudo o que queríamos...). Nesse festival tivemos que tocar apenas um som próprio e um cover e o público, apesar de pertencer a diferentes estilos, mostrou uma boa receptividade à banda.
7) Qual o ponto alto na trajetória do HELLGARD até então?
Adriane: Acredito que a participação no festival de Santos foi de grande valia para nós, pois apesar de não termos ganhado o prêmio como melhor banda, a Juliana e Eu recebemos dos jurados a premiação para melhor baterista e melhor vocalista do festival, respectivamente. Isso nos deixou bastante felizes, afinal de contas reconhecimento é sempre bem vindo (risos).
8) Nos sempre perguntamos sobre as cenas locais onde cada banda está inserida, vocês gostariam de destacar algo de sua cena local ?
Adriane: A cena underground em São Paulo está bastante forte, com muitas bandas lançando seus CDs. Um exemplo são as bandas de Thrash Metal Blasthrash, Kremate, Infected (dessa aqui eu quase me sinto parte da banda, já que acompanhei de perto a gravação do CD e toda a luta dos caras), entre muitas outras... Algumas bandas de Metal Tradicional também têm tido seu destaque no underground de São Paulo, como, por exemplo, o Comando Nuclear.Além dessas bandas do underground também podemos citar aquelas que estão presentes na grande mídia como o Hangar, o projeto solo do Pastore (que por sinal foi meu professor de canto por um tempo e a ele devo grande parte do meu aprendizado como vocalista), o Mindflow, entre outras bandas já bastante conhecidas.
9) Muitas vocalistas hoje seguem o estilo de bandas mais recentes (Nightwish, After Forever, Epica, etc) eé cada vez mais raro ouvir uma voz feminina que busque referencias como Leather ou Doro Pesch (por exemplo), como você vê este aspecto Adriane?
Adriane: Isso se deve ao fato de muitas das vocalistas atuais que se arriscam a cantar em banda de Metal terem um total desconhecimento das mulheres que fizeram a diferença na cena... Funciona da seguinte forma: Em cada esquina tem um fã de Nightwish desfilando com a camiseta da banda a mostra, clipes do Nightwish passam na MTV, e você pode encontrar um álbum dessa banda em qualquer lojinha de CD de bairro... Agora pense em uma das vocalistas que você mesmo citou, a Doro Pesch: ela tem pouquíssimos CDs lançados no Brasil, e é quase impossível encontrar esses álbuns em lojas que não sejam especializadas em Metal. Além disso, dependendo do CD que você for comprar dela é muito provável que você tenha que encarar uma facada de 60 reais ou mais para isso, uma vez que só são encontrados CDs importados para comprar.Resumindo: muitas das atuais vocalistas conhecem apenas as bandas mais divulgadas de Metal Tradicional como Iron Maiden e Manowar, e passam a acreditar que esse tipo de som só possa ser cantado por homens. Falta o conhecimento de vocalistas mulheres que fizeram a diferença no meio... faltam as influências certas! E não estou desmerecendo as vocalistas que cantam lírico, só estou dizendo que muitas delas (deixo claro que não todas) cantam dessa forma porque ainda não conhecem o outro lado da moeda.
10)Quais os planos para o futuro da banda?
Adriane: Estamos com muitas composições engatilhadas, mas pretendemos inicialmente regravarmos os 3 sons da demo, pois aquela gravação que atualmente está disponível em nosso myspace ( www.myspace.com/hellgardheavymetal) foi feita muito às pressas e em uma qualidade questionável. Apesar de ter havido um grande empenho da banda e do nosso amigo Márcio (Led) na gravação desses sons, a aparelhagem e o software disponível para masterização não colaboraram muito para que o resultado final fosse realmente bom. É realmente difícil uma gravação caseira competir com a qualidade de uma gravação feita em um estúdio profissional. Até temos passado por uma situação complicada na qual as pessoas pedem nossa demo, mas ficamos com receio de vendê-la por julgarmos que ainda não está boa o suficiente. Até mesmo não temos tido muito ânimo de divulgarmos o myspace da banda por essa razão. Sabemos que podemos apresentar algo bem melhor para as pessoas, e não gostaríamos de causar uma primeira má impressão. A parte financeira realmente tem sido um grande empecilho na concretização dos nossos objetivos, mas assim que encontrarmos um bom estúdio a um valor acessível, iremos regravar esses três sons, relançarmos a demo e posteriormente iremos lançar nosso debut álbum... Torcemos para que essa maratona seja finalizada o mais breve possível.
11)O espaço é de vocês para suas considerações finais...
Adriane: Bandas de Metal no Brasil passam por um caminho árduo e sofrido e é difícil encontrar pessoas que realmente dêem valor ao nosso trabalho. Ficamos felizes que tenham aberto esse espaço para a divulgação da Hellgard, pois realmente nós, como todas as outras bandas de Metal do Brasil precisam muito desse apóio. Obrigada!
Renata: bom, eu acredito impetuosamente que temos o que agregar à cena; espero que todo mundo que está acompanhando nossa jornada (e os futuros que a acompanhem) gostem, porque realmente fazemos isso por amor à música! Tocar é a melhor diversão que existe!!!
Thais: "Todas nós agradacemos a oportunidade que o zine nos deu para divulgar um pouco da história e do som da banda, e como a Renata mesmo disse, fazemos isso por amor à música, e também valorizamos muito a cena brasileira, que tem muito potencial pra ser mostrado ainda!
Fernanda: Agradeço também pela entrevista, que foi repleta de perguntas ótimas! É sempre bom saber que existem pessoas e mídia aberta às bandas underground. Assim que nossa banda avançar, esperamos concedê-los novas entrevistas e resenhas dos nossos álbuns e também shows!
Oriunda de Juazeiro do Norte (CE) a banda Dr.Divine lançou a pouco tempo seu primeiro trabalho, intitulado“Dr.Divine” (2008), contendo 4 músicas e ainda uma faixa multimídia, a banda traz em sua bagagem influências de blues, rock and roll, hard rock e metal, graças a experiência de seus integrantes que já fazem parte do cenário a muitos anos; a formação atual é composta por Jivago Ramon (vocal), Bergson Young (guitarra), Carlos Lima (baixo) e Raniery Dionísio (bateria); acompanhe a conversa que tivemos com o Dr. Divine sobre este lançamento além de outros tópicos.
1) Subterrâneo Webzine - Inicialmente obrigado por conversar com nosso zine, falem-nos um pouco sobre a trajetória da banda...
Jivago: A banda começou de conversas minhas com o Carlos sobre nossas experiências com bandas, sobre os "bons tempos", e fomos "imaginando" a nossa formação, que já incluia Raniery na bateria, passamos por outro guitarrista e enfim chegamos a Bergson. Desde o começo nós já havíamos decidido a não ser uma banda cover e sempre procuramos compor.
2)O que vocês consideram como fator primordial que levou vocês a formarem o Dr. Divine?
Carlos: A nossa vontade de tocar.
Jivago: Um verme que só quem já subiu num palco sabe o que é.
Raniery: A paixão por música de verdade.
3)A sonoridade do Dr. Divine é bem rica, englobando elementos que vão do blues ao metal, percebi uma gama maior de elementos do hard rock típico dos anos 80, vocês concordam com esta colocação? falem-nos um pouco sobre suas influências...
(todos levantam a mão dizendo sim)
Carlos: No começo a banda tinha uma pegada mais heavy mas o que poucos sabem é que o primeiro nome da banda ia ser, hard.
Jivago: Nossas influências, Kiss, Scorpions, Dr. Sin, Rush, Bon Jovi, Mr. Big, B.B. king, Eric Clapton, Kamerata, etc...
4)Acho muito importante uma banda investir o mais cedo possível em suas próprias canções, tendo a banda lançado seu primeiro trabalho este ano, vocês ficaram satisfeitos com o resultado final do cd? e como está a repercussão deste trabalho até então?
(Todos levantam a mão dizendo sim, de novo)
Carlos: Boa, estamos recebendo boas críticas, pena que na nossa região não existam muitos shows para exibir nosso trabalho.
5) Como é o processo de composição das músicas e quais os temas preferencialmente abordados nas letras de vocês.
Jivago: Carlos traz muitas das melodias prontas, ele nos diz no que pensou na hora e daí nós já tiramos a levada e a letra da música. Nossos temas são variados, exemplo, temos uma música nova que se chama "facing the devil" que é suuper séria (risos) e fala sobre um cara que encontra a mulher mais, UAU, do mundo e no final ela é o próprio capeta.
6) Além das músicas o cd tem alguns outros atrativos, mostrando a preocupação que vocês tem em trazer algo mais para quem adquire o trabalho, falem-nos um pouco mais sobre este projeto
Carlos: Ele é um cd diferente, ele foi todo um projeto para que pudéssemos conseguir patrocínios para a gravação e lançamento do mesmo.
Jivago: Nós temos visto um constante aumento do uso de formato digipack e realmente ele não encarece o produto, sobre a faixa multimídia, nós vivemos num mundo em que muitas vezes som e imagem devem andar juntos e Carlos junto com um amigo nosso o "Xereca" (apelido lindo né?) produziram esse AMV (anime music video) com cenas de um filme do Circo de Solei.
7) Falem-nos sobre a cena cearense, que outras bandas vocês poderiam destacar desta cena?
Jivago: O Ceará tem uma cena forte em nossa capital, Fortaleza, mas nós achamos melhor falar do que conhecemos, que é o nosso interior. Temos uma cena forte aqui com ótimos festivais, com destaque para o "throne of metal" produzido pelo Welson da porão discos, quanto as bandas podemos destacar a Glory Fate, Mesocrânio, Mortorion, temos a Malebouge e a Laments of Soul que estão retornando e uma banda nova muito boa chamada Born Damned.
8) Vocês acompanham as cenas de outros estados? gostariam de destacar algo mais?
Carlos: Principalmente através do myspace, que abriu as portas de divulgação para a música independente, e toda vez que acesso ouço Still Living, Casca Dura, o vocalista Dudé e Pleasure Maker.
9) Como é a receptividade do público nos shows do Dr. Divine?
Bergson: Muito boa, a galera tem gostado e já tenta cantar nos nossos shows até as músicas novas que nem foram ainda gravadas.
10) Quais os planos da banda para o futuro?
(Todos) Gravar o nosso cd e poder divulgá-lo
Carlos: Esse ano fomos aprovados pelo edital do rock cordel do centro cultural do BNB e continuaremos tocando sempre.
11) o espaço é de vocês para suas considerações finais...
(Todos) Agradecemos o espaço cedido.
Jivago: Levem nosso show e mostraremos o que é diversão.
Carlos: queremos tocar aí, a Europa no Brasil ( que clima bom o de vocês).
Raniery: Valeu o espaço e a oportunidade de divulgação.
Bergson: Os caras já falaram tudo, levem-nos e vamos tomar uma boa cerveja.